Diabete e reprodução

diabete-reproducaoCerca de 15% dos casais não conseguem engravidar após um ano de tentativa. Em homens, estudos mostram que a obesidade e a diabete podem interferir no tempo para engravidar, prolongando- o. Já em mulheres, o colesterol alto, a obesidade, os distúrbios da tireoide e a diabete também têm sido apontados como fatores que podem interferir nas chances de gestar.

Recente estudo acompanhou cerca de 500 casais nos Estados Unidos que estavam tentando engravidar, monitorando aspectos como peso, hipertensão, diabete, entre outros fatores. Os resultados mostraram uma relação entre diabete e fecundidade. Por ser este um fator que pode ser modificado e tratado, maior atenção ao estilo de vida e ao peso devem ser dadas aos casais que estão planejando gestar, a fim de que isto não venha prejudicar a sua saúde geral e reprodutiva.

Publicado originalmente no blog Saúde e Reprodução

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Atividade física e saúde feminina

gravidez-pilatesA atividade física é muito importante para a saúde feminina. Sabe-se que as mulheres que, durante a adolescência, se dedicam a um esporte mantêm-se com mais facilidade afastadas do cigarro, do álcool e das drogas. Além disso, a atividade física regular aumenta a liberação de endorfinas ( hormônio produzido pelo próprio organismo que produz efeito analgésico e estimula a sensação de bem-estar ), diminuindo os sintomas de tensão pré-menstrual.

Já durante a gestação, as atividades recomendadas são as que preparam a pelve e o períneo, como Pilates e yoga, favorecendo o relaxamento e o alongamento. Também a caminhada e a natação são atividades indicadas. Deve-se evitar esportes que possam ocasionar traumas abdominais, como tênis, vôlei e futebol, ou trazer risco de quedas, como ciclismo, equitação ou patinação.

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38 anos de fertilização “in vitro”

fertilizacao-invitroEm 1978, nascia na Inglaterra o primeiro bebê de fertilização “in vitro”. Na ocasião, a paciente apresentava obstrução nas trompas e, utilizando uma técnica cirúrgica, a equipe médica retirou o óvulo de seu ovário para que fosse fertilizado em laboratório. Alguns dias depois, o embrião foi transferido para o útero da paciente. Meses mais tarde nasceu Louise Brown, um bebê saudável que hoje está com 38 anos e também já é mãe.

Ao longo deste período, muitos avanços surgiram nesta área, como medicações hormonais para estimular a liberação de vários óvulos, técnicas de congelamento de embriões e óvulos, diagnóstico genético de embriões, técnicas de injeção de espermatozoides para homens com alterações na quantidade e na qualidade do sêmen, entre outros. Além disso, os procedimentos que eram hospitalares passaram a ser realizados em clínicas, sem a utilização de cirurgia, somente utilizando ecografia transvaginal.

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Gravidez em tempos de zika vírus

Vivemos em um tempo único, tempo de perguntas, de incertezas, de informações variadas e de muita ansiedade para os casais que planejam uma gravidez. Queremos promover uma conversa saudável, baseada em fatos científicos, com o objetivo de ajudar quem deseja e gravidar em tempos de zika vírus. Então, #vamosconversar!
Acesse: http://gravidezemtemposdezika.com.br/vamos-conversar-post-campanha

Endometriose: uma doença muito antiga

A endometriose é uma doença crônica que se caracteriza pela presença de endométrio (tecido que reveste internamente o útero) fora da cavidade uterina. Estes focos de endométrio podem se localizar nas tubas uterinas, nos ovários, na bexiga, no intestino e, até, em órgãos distantes como pulmão e cérebro, levando a sangramentos, aderências, dor pélvica crônica, dor nas relações sexuais e, em muitos casos, à infertilidade.

Pesquisando documentos médicos da antiguidade, observa-se que a endometriose já era descrita há mais de 4000 anos. O interessante é que, embora seja uma doença muito antiga, durante muitos séculos foi desvalorizada, sendo as mulheres que se queixavam de dor pélvica no período menstrual taxadas de histéricas , depravadas ou psicologicamente instáveis. Ainda hoje, a queixa de dor pélvica crônica, associada ou não ao período menstrual, é subvalorizada, levando a um atraso no diagnóstico da endometriose. Estudos mostram que são necessários em média 6-7 anos até que uma mulher seja corretamente diagnosticada com endometriose.

Desta forma, com os recursos diagnósticos que temos hoje, devemos tentar fazer o diagnóstico de endometriose o mais rápido possível, para prevenir as complicações, como a infertilidade, e para melhorar a qualidade de vida de quem sofre com esta doença. O tratamento deve ser individualizado para cada paciente, podendo ser cirúrgico ou medicamentoso. Cada vez mais vemos que a endometriose é uma doença com várias apresentações e que seu desenvolvimento varia de mulher para mulher, dependendo também de fatores ambientais e genéticos.

Fonte: Dra. Isabel Almeida no Blog do Clic RBS