Arquivo por categoria Matérias

IMC elevado pode prejudicar a fertilidade

IMC significa Índice de Massa Corporal, calculado através do peso e altura de um indivíduo. Com base nele, mede-se a existência da obesidade. Quanto mais alto o IMC, mais a pessoa está acima do seu peso ideal. O ideal é um IMC entre 18 e 24,9. Se estiver acima de 25, já caracteriza um sobrepeso e, acima de 30, obesidade.

Embora a maioria das pessoas já saiba das consequências mais comuns que a obesidade provoca, afetando a saúde de milhões de pessoas, poucas têm conhecimento de que a fertilidade também pode ser afetada pelo excesso de peso.

A revista “Obstetrics and Gynecology Clinics of North America” publicou, há pouco mais de um ano, um estudo que relata a associação entre a obesidade e a fertilidade. De acordo com este estudo, o tecido adiposo produz substâncias chamadas adipocinas, que influenciam a boa comunicação entre as células do corpo. Uma vez que esta comunicação não seja eficiente, as funções celulares não são exercidas corretamente, podendo influenciar as regiões do cérebro responsáveis pelo controle do ciclo ovulatório.

Quando existe excesso de tecido adiposo no organismo, ele se torna tóxico, pois a gordura acaba sendo armazenada em diferentes células e tecidos, incluindo os óvulos, e, por isso, acabam afetando a sua qualidade.

Além do estudo mencionado, existem evidências de outros problemas provocados pela obesidade em relação à fertilidade. A possibilidade de abortos espontâneos é maior, assim como a diabetes gestacional e a hipertensão em mulheres obesas.

Se uma mulher tem gordura corporal em excesso, seu corpo também produz uma maior quantidade de estrógeno e começa a reagir como se estivesse controlando a reprodução, limitando as chances de gravidez.

Isso vale também para os homens. O excesso de peso altera as taxas de dois hormônios importantes, reduz o nível de testosterona e aumenta o de estradiol, o que compromete a produção de esperma. Além da obesidade prejudicar o ciclo hormonal masculino, estudos apontam que aqueles com sobrepeso têm maior índice de fragmentação do DNA do espermatozoide, o que pode gerar falha na fertilização.

Por isso, quando mulheres obesas decidem que querem engravidar, a primeira recomendação médica é que elas emagreçam. Da mesma forma, se o parceiro for obeso, e a mulher não, uma redução no peso dele também poderá beneficiar a fertilidade do casal.

A infertilidade e o estresse

O estresse é uma resposta natural do nosso corpo diante de qualquer tipo de perigo ou pressão externa ou interna. E muitos pacientes que apresentam infertilidade acabam sofrendo de estresse devido à pressão própria, da família e dos amigos. Além da pressão por serem incapazes de ter um filho, estes pacientes sofrem com estresse causado pela rotina de tratamentos e exames para conseguirem engravidar.

Embora ter menos estresse enquanto realiza um tratamento de fertilidade não resulte, por si só, numa gravidez bem-sucedida, o ideal é que estes pacientes reduzam o estresse em sua vida. Isso porque o desenvolvimento de ações para enfrentar melhor o estresse no dia a dia associado com o diagnóstico e o tratamento da infertilidade pode ajudar um paciente a se sentir mais no controle da situação e melhorar, consequentemente, o seu bem-estar geral.

Estudos já demonstraram, inclusive, que o estresse influencia na tomada de decisões racionais e bem pensadas. Ou seja, reduzindo o estresse em seu dia a dia, um paciente com infertilidade poderá melhor pesquisar, explorar e ainda considerar todas as opções disponíveis para tratar o seu problema. Enfim, ao reduzir o estresse, os pacientes poderão analisar de forma mais eficaz os prós e contras de um tratamento e outro.

Como reduzir o estresse?

Para os pacientes com infertilidade, algumas técnicas são mais recomendadas para reduzir a sensação de estresse. Confira:

– acupuntura;
– exercício aeróbico;
– ouvir música;
– massoterapia;
– meditação;
– psicoterapia e terapia cognitivo-comportamental;
– livros de autoajuda;
– grupos educativos de apoio;
– ioga.

* Para saber mais, consulte um médico especialista em reprodução humana.

Tags: , , , , , , , , , ,

A reprodução assistida na atualidade

Em 1978, quando nasceu o primeiro bebê de fertilização “in vitro”, uma nova era foi inaugurada. Ao longo das últimas quase quatro décadas, a reprodução assistida fez inúmeros avanços, possibilitando que casais inférteis pelas mais diversas causas, como obstrução tubária, endometriose, baixa contagem de espermatozoides, entre outras, tivessem a possibilidade de gerar filhos.

Entretanto, hoje vemos que os serviços de reprodução assistida atendem não somente casais inférteis, mas também outras situações como:

– mulheres que desejam postergar a maternidade e desejam congelar seus óvulos para que possam engravidar no futuro, quando sua reserva ovariana estiver diminuída ou ausente;

Continue a ler o texto…

Tags: , , , , , , , , , ,

Fertilidade e longevidade

fertilidade-longevidadeRecente publicação em revista científica mostrou que mulheres que têm seu último filho após os 33 anos vivem mais do que as que têm seu último filho até a idade de 29 anos.

Embora os autores deste trabalho tenham colocado que estes dados não devem influenciar as mulheres a terem filhos mais tarde com o objetivo de aumentar a sua expectativa de vida, alguns jornais foram rápidos ao declarar que havia boas notícias para as mulheres que querem engravidar em idade mais avançada, colocando que ” as mulheres hoje recebem muita pressão para estabelecerem suas carreiras antes de se tornarem mães. Esta pesquisa retirou a pressão das mulheres para que elas tenham seus filhos somente quando estiverem prontas, com o benefício adicional de poderem viver mais…”.

Continue a ler o texto…

Tags: , , , , , , , , ,

Reprodução assistida e maternidade aos 50 anos

Cada vez mais mulheres com 50 anos de idade ou mais recorrem aos tratamentos de reprodução assistida para engravidar. Embora ofereça riscos maiores à mulher, a gravidez tardia (aos 50 anos ou mais) deixou de ser uma notícia improvável e surpreendente.

Tanto é assim que o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou, em 2015, uma resolução que dá autonomia à mulher, acima dos 50 anos, para se submeter a tratamentos de fertilização desde que assuma os riscos juntamente com o seu médico – ainda sim, o CFM recomenda a gestação, por meio de reprodução assistida, até os 50 anos. A mesma resolução determina que a idade máxima para doação de óvulos é 35 anos, e de espermatozoides é 50 anos.

Entre os especialistas em reprodução humana, a recomendação é de que a gestação em idade avançada exige uma avaliação médica prévia para que sejam identificados possíveis fatores de risco à saúde da gestante e do bebê. Além disso, mulheres jovens que decidirem adiar a maternidade em prol dos estudos ou da carreira devem procurar um especialista em reprodução humana para avaliar a possibilidade de congelar os óvulos para serem usados em um tratamento de fertilização no futuro.

Fatos e riscos da gravidez tardia

• Estudos revelam que a fertilização natural após os 40 anos é rara. Segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, embora muitas mulheres hoje adotem hábitos saudáveis e tenham mais qualidade de vida, a melhoria na saúde não evita o declínio natural da fertilidade relacionado com a idade. Ou seja, a fertilidade diminui à medida que a mulher envelhece, pois há uma redução regular do número de óvulos nos ovários.

• A chance de uma mulher de 40 anos engravidar espontaneamente em um ciclo menstrual é de 8%, enquanto que em uma jovem de 25 anos é de 25%. Acima dos 50 anos, a gravidez espontânea é raríssima.

• Quando uma mulher tem uma gestação espontânea após os 40 anos, o principal problema é a qualidade dos óvulos da mulher. Isso resulta em maior incidência de alterações cromossômicas fetais, como a síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21). Em gestantes com 40 anos a incidência é de um caso de síndrome de Down para cada 100 nascimentos. Com 45 anos, a incidência é de um caso para cada 20 nascimentos.

• Maior incidência de diabetes gestacional e hipertensão são outros principais riscos de uma gravidez tardia. Mas como são de fácil diagnóstico durante o pré-natal, essas doenças podem ser tratadas adequadamente, mantendo a gestante e o bebê saudáveis.

• Quando uma mulher com 45 anos ou mais engravida com seus próprios óvulos, a chance de aborto natural aumenta em 80%. Por esse motivo, muitas mulheres optam pela fertilização in vitro. Isso porque o tratamento utiliza os óvulos congelados previamente (antes dos 35 anos) pela paciente ou utiliza os óvulos de outra mulher, com idade inferior a 35 anos.

• Mesmo ao optar pela fertilização in vitro, os riscos da gravidez em idade avançada serão os mesmos: prematuridade, bebê com baixo peso, diabetes gestacional e hipertensão.

Tags: , , , , , , , , , , , , ,