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Falência ovariana e doação de óvulos

As novelas procuram abordar temas do cotidiano para ficarem mais próximas do universo dos telespectadores, aumentando assim o seu interesse em assisti-las. Recente capítulo de novela mostrou a questão de uma mulher de 44 anos que foi informada de que não poderia mais ter filhos em função de sua idade.

Sabemos que a reserva ovariana diminui com a idade, mas outros fatores, como o fumo, as doenças crônicas ou a genética também podem influir na falência ovariana. Assim, descartar a possibilidade de gestação com base somente na idade da mulher pode ser precipitado, pois, mesmo com taxas menores, ocorrem gestações espontâneas ou através da reprodução assistida em mulheres acima de 40 anos.

Falência ovariana e doação de óvulos - Isabel de AlmeidaNos casos onde após avaliação médica os exames são desfavoráveis ou as tentativas de gestação não obtiveram êxito, podemos propor a ovodoação. Esta técnica  consiste em fertilizar óvulos de mulheres com idade inferior a 35 anos e transferi-los para mulheres que apresentam falência ovariana, ou seja, não estão mais produzindo óvulos. Neste tipo de tratamento, óvulos de uma mulher doadora são fertilizados com o sêmen do marido da paciente (receptora), e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de fertilização “in vitro”. No Brasil, a ovodoação costuma ser compartilhada, ou seja, a doadora também necessita realizar fertilização “in vitro”, geralmente por fator masculino ou tubário, e doará metade dos seus óvulos para uma receptora. Este processo de doação é anônimo, não havendo conhecimento entre os casais.

As doadoras são selecionadas pelas clínicas de reprodução assistida e apresentarão idade inferior a 35 anos, semelhança física com a receptora, como cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, bem como similaridade de tipo sanguíneo. Esta situação ocorre mais frequentemente do que se divulga e muitas mulheres que engravidam com mais de 45 anos têm lançado mão desta tecnologia, uma vez que as taxas de gestação espontânea nesta faixa etária são mais baixas.

O processo de ovodoação é um processo seguro para ambas as partes envolvidas e exige exames criteriosos para afastar doenças sexualmente transmissíveis e minimizar a incidência de doenças genéticas. Cada país tem suas recomendações legais e/ou éticas sobre esta questão, alguns inclusive limitando a idade da paciente receptora, pois vários serviços consideram que a idade da mãe muito avançada pode trazer riscos orgânicos e emocionais ao binômio mãe-bebê.

 

Postado por Isabel de Almeida

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Câncer, HIV e reprodução assistida

O câncer é a segunda principal causa de morte nos Estados Unidos, com aproximadamente 500.000 mortes por ano. Já o vírus do HIV  causou em torno de 500.000 mortes nos EUA desde sua descoberta, em 1981. Apesar destas estatísticas, pessoas com diagnóstico destas duas doenças atualmente vivem muitos anos, com boa qualidadede vida. Nos EUA, a sobrevida em cinco anos pós-câncer está agora em 66% e uma pessoa com HIV tem uma expectativa média de vida de 22,5 anos após odiagnóstico. Desta forma, os avanços da medicina têm propiciado que pessoasvivendo com câncer e HIV tenham a oportunidade de ter filhos.

Câncer, HIV, reprodução assistida - Isabel de AlmeidaA reprodução assistida, incluindo a fertilização ‘in vitro”,tem possibilitado que pacientes com HIV tenham filhos não portadores do vírus. Além disto, as técnicas de congelamento de sêmen e óvulos têm possibilitado que pacientes com câncer engravidem após os tratamentos com quimioterapia e radioterapia.

Com base nestes dados, recente pesquisa entrevistou 1376 cidadãos americanos, de ambos os sexos, com idade que variou de 18 a 75 anos, sobre o que pensavam de serem oferecidas técnicas de reprodução assistida para pacientes com câncer ou HIV. Os resultados mostraram que 82% dos entrevistados apoiavam o uso de técnicas de reprodução assistida para pacientes com câncer.Entretanto, somente 38% aprovavam o uso destas técnicas para pessoas com HIV. Entrevistados jovens, com maior nível educacional e com problemas deinfertilidade mostraram-se mais receptivos ao uso de técnicas de reprodução assistida para pessoas com HIV.

Embora o número de entrevistados seja pequeno e talvez não expresse o pensamento de toda a população, há que se pensar em como o preconceito relacionado ao HIV existe e como se faz necessário um trabalho de conscientização permanente para desmistificar estas questões.

 

 

LEMBRETE: dia 10/09, a Clínica SEGIR estará promovendo palestra sobre infertilidade – diagnóstico e novos tratamentos. As inscrições são gratuitas pelo site:www.segir.com.br

 

 Postado por Isabel de Almeida

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Estilo de vida e fertilidade

Estilo de vida e fertilidadeA reprodução assistida em geral, e a fertilização “in vitro”em particular, constitui-se em técnica bem estabelecida para o tratamento da infertilidade e estima-se que mais de 3 milhões de bebês já nasceram através desta tecnologia.

Entretanto, nem todos os casais inférteis que se submetem a estes tratamentos conseguirão engravidar, pelas mais diversas causas, como baixa qualidade dos óvulos e dos espermatozóides, baixa qualidade dos embriões transferidos e idade da mulher.  Além destes fatores, existem outros, relacionados ao ambiente e ao estilo de vida, que também parecem interferir nas taxas de gestação.

Abaixo encontram-se alguns dos fatores que cada vez mais vêm sendo pesquisados como tendo um papel importante na fertilidade:

má nutrição: mulheres abaixo do peso e malnutridas apresentam distúrbios ovulatórios e infertilidade

2.  obesidade: pode levar a ausência de ovulação, infertilidade e má resposta aos tratamentos de fertilização ‘in vitro”

3.  stress materno: exposição crônica ao stress pode interferir negativamente na implantação do embrião no útero

4.  atividade física intensa: mulheres atletas, que realizam atividades físicas como maratona e triatlo, têm maior propensão a desordens ovulatórias e infertilidade

5.  cigarro: diminui a qualidade dos óvulos e acelera em 1-4 anos a entrada da mulher na menopausa

6.  pesticidas: em pesquisas com animais, vários pesticidas usados na agricultura alteram o padrão ovulatório, podendo levar à infertilidade

7.  bisfenol e outros plásticos: utilizados em embalagens e garrafas, têm sido associados com alterações nos óvulos e no útero.

Concluindo, existem muito fatores que podem afetar o sistema reprodutivo feminino, reduzindo a qualidade dos óvulos. É importante que mais pesquisas sejam realizadas e que cada mulher se preocupe com a sua saúde e com os seus hábitos cotidianos, procurando manter um estilo saudável de vida.

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