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Consumo de álcool e baixas taxas de gestação

Clínica SEGIRJá são bem conhecidos os efeitos adversos do álcool durante a gestação, como prematuridade, baixo peso ao nascer e defeitos congênitos no bebê. Além disto, estudos mostram que a fertilidade da mulher também se reduz com o consumo moderado de álcool.

Mas, e nos casais inférteis em tratamento?  O álcool também afeta os resultados?

Recente trabalho realizado nos EUA envolvendo mais de 2500 casais que estavam realizando ciclos de fertilização “in vitro” (FIV) avaliou se o consumo de álcool durante o tratamento poderia interferir nos resultados.

A conclusão foi de que mulheres que bebiam pelo menos   4 drinks/semana tinham 16% menos chance de terminar a gestação do que o grupo que bebia menos de 4 doses. Além disto, em casais onde ambos bebiam no mínimo   4 drinks/semana a taxa de recém-nascidos vivos após a FIV foi 21% menor do que o grupo que bebia menos de 4 doses/semana.

Concluindo,  é importante informar aos casais que o consumo de álcool quando se está realizando ciclos de FIV parece ter um impacto negativo sobre as taxas de gestação.

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Pintar os cabelos na gestação: é possível?

É muito comum as gestantes perguntarem a seus obstetras se podem pintar os cabelos.

Os produtos químicos mais usados nas tintas de cabelo são: fenilenediamina, aminofenol, resorcinol, ácido oleico, sulfito de sódio, hidróxido de amônia, propilenoglicol e álcool isopropílico. Alguns produtos usados nestas tinturas foram correlacionados com certos tipos de câncer, como linfomas, leucemias e mielomas múltiplos. Entretanto, estudos científicos que acompanharam cabeleireiros profissionais não demonstraram aumento de risco de câncer neste grupo.

Já durante a gestação, estudos em humanos mostraram que a absorção dos produtos utilizados em tintas de cabelo é muito pequena, a menos que haja queimaduras ou abscessos no couro cabeludo.

Assim, o uso de tinturas de cabelo não parece causar efeitos adversos ao feto, mas é preciso ter bom senso. Sem dúvida, a gestação não é o melhor momento para mudar totalmente o visual dos cabelos, mas também não é preciso dispensar aquela tintura periódica para esconder os incômodos fiozinhos brancos. Afinal, é preciso estar bem bonita para a chegada do bebê.

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Abortamento de repetição

O abortamento é um fato mais comum do que se imagina. Enquanto aproximadamente 15% de todas as gestações clinicamente reconhecidas acabam em aborto, existem muitas gestações que se interrompem sem que haja tempo para fazer diagnóstico.

A perda de uma gestação usualmente é bastante traumática física e emocionalmente para o casal. Chamamos  de abortamento de repetição três ou mais perdas gestacionais antes de 20 semanas de gestação e este fato deve ser investigado. Se a paciente não tiver filhos ainda, tiver idade acima de 35 anos ou tiver tido dificuldade para engravidar, a investigação deve ser iniciada já a partir da segunda perda.

Entre as principais causas de aborto de repetição estão:

- causas genéticas: o embrião ou um dos pais é portador de uma anormalidade cromossômica
- problemas anatômicos: anomalias uterinas, como miomas, pólipos, aderências,  útero bicorno ou septado
- problemas endócrinos: doenças da tireóide, ovários policísticos, diabetes
- fatores imunológicos: síndrome antifosfolipídica
- fatores trombofílicos: desordens herdadas nos mecanismos de coagulação
- fatores ambientais: cigarro e consumo de álcool parecem aumentar as taxas de abortamento

Após investigação, as causa identificadas deverão ser tratadas. Entretanto, a metade das pacientes com abortamento de repetição ficará sem diagnóstico. Para estas, consideradas pacientes com aborto de repetição de origem inexplicada, a receita é aconselhamento medico antenatal, início precoce de pré-natal e suporte emocional. Estas medidas têm mostrado taxas de sucesso de 86% em gestações subsequentes comparado com 33% em mulheres sem nenhum cuidado antenatal.

Assim, embora o diagnóstico de abortamento de repetição seja extremamente frustrante e desgastante para o casal, é útil informar que existem boas chances de a próxima gestação ser exitosa. Com acompanhamento médico adequado, mesmo nos casos de qatro ou cinco perdas anteriores, a paciente tem mais chance de levar sua próxima gestação a termo do que sofrer uma nova perda.

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Idade e gestação

Estudos recentes  têm mostrado que o número de mulheres que tentam engravidar após os 35 anos têm aumentado nos últimos 20 anos.

O uso extensivo de métodos contraceptivos seguros e a popularidade crescente das técnicas de reprodução assistida têm dado à mulher a impressão de que a fertilidade feminina pode ser manipulada em qualquer estágio da vida. Embora isto seja verdade em termos de controle de gestações não desejadas, acreditar que a fertilidade pode ser obtida no tempo mais conveniente para a mulher pode ser enganoso e pode resultar em subfertilidade futura.

Os homens produzem espermatozoides até o fim da vida e, embora com o envelhecimento possa haver uma redução na qualidade do sêmen, eles são férteis até o fim da vida, Já na mulher, os seus óvulos estão presentes desde a vida embrionária e a sua fertilidade começa a diminuir já na metade da terceira década de vida. Além disto, a gestação em mulheres com idade acima de 38 anos têm risco aumentado  de abortamento, trabalho de parto prematuro e desordens cromossômicas, como Síndrome de Down.

É claro que muitas mulheres com idade acima de 38 anos vão engravidar espontaneamente, mas várias necessitarão de tratamento. Como não há como saber quem terá dificuldade ou não para engravidar, a informação acerca dos riscos da gestação em idade mais avançada deve ser oferecida a todas as mulheres.

Embora o postergar da maternidade seja comum nos tempos atuais, e às vezes surjam notícias raras como a da atriz que engravidou espontaneamente após os 50 anos, estes fatos devem ser vistos como a exceção e não como a regra. É importante que todas as mulheres saibam que a decisão de postergar a maternidade voluntariamente para depois dos 40 anos pode ter um impacto potencial sobre a sua saúde, a saúde do seu bebê e a possibilidade da subfertilidade ligada à idade.

Somente com informação correta e qualificada é que as melhores decisões acerca do momento ideal para engravidar poderão ser tomadas.

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Desejo de gestação pós-vasectomia

A vasectomia é uma técnica de esterilização onde o canal deferente, que conduz os espermatozóides produzidos no testículo até a uretra,  é ligado, impedindo este transporte. Após este procedimento, os espermatozoides continuam sendo produzidos no testículo, mas não mais aparecem no ejaculado, impedindo novas gestações.

Em algumas situações, após esta cirurgia pode surgir o desejo de ter mais filhos. As opções neste caso podem ser duas: cirurgia de recanalização, ou seja, reconstruir o trajeto do canal que transporta os espermatozoides, ou a biópsia de testículo para obtenção de espermatozoides para uso em técnicas de reprodução assistida.

A escolha entre as duas técnicas depende de uma  série de fatores, como o tempo que decorreu após a vasectomia ( quanto mais tempo, menores as taxas de sucesso na reversão); a idade da mulher ( se a mulher é jovem pode esperar pelo resultado da cirurgia e ,caso esta não determine uma gestação, ainda há tempo para utilizar técnicas de reprodução assistida); presença de outros fatores de infertilidade associados ( se a mulher tem alterações nas trompas, mesmo que a cirurgia de reversão seja eficaz, os espermatozoides não poderão fertilizar o óvulo e, neste caso, as técnicas de fertilização “in vitro “ são mais indicadas), entre outros.

Sendo assim, vários fatores devem ser avaliados para determinar qual técnica apresenta a maior taxa de sucesso para cada caso. Uma consulta em um serviço especializado em reprodução humana, bem como a realização de exames no casal são indispensáveis para a melhor escolha.

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