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Impacto emocional da infertilidade

Clínica Segir - O impacto emocional da infertilidade na mulherA dificuldade para engravidar é uma situação que gera muito stress para o casal que deseja iniciar uma família. A reprodução assistida tem sido uma alternativa viável para estes casais, com taxas de sucesso cumulativo que chegam próximas a 70%.

Apesar do forte impacto emocional da infertilidade, um grande número de mulheres com dificuldade para engravidar não consulta um médico especialista. Pesquisas mostram que esta postergação na investigação está relacionada ao medo de ser diagnosticada como infértil, a preocupações acerca dos tratamentos que serão propostos e à insegurança quanto à reação dos familiares.

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Postergação da maternidade

Maternidade postergada pode ser um obstáculo sério à reproduçãoCom a introdução da pílula anticoncepcional no início da década de 60, a mulher ganhou o poder de controlar o processo reprodutivo. Isto lhe possibilitou crescer em outras áreas que não somente a maternidade, aumentando a procura por uma graduação escolar mais elevada e a busca por cargos de trabalho até então exclusivamente masculinos. Alem disso, possibilitou às mulheres a escolha sobre o fato de querer ou não ter filhos, com várias optando por não tê-los.

Entretanto, não se pode creditar somente aos métodos contraceptivos seguros e à carreira profissional a postergação da maternidade e a redução do número de filhos por casal. Outros fatores como instabilidade econômica, demora para encontrar um parceiro, má distribuição das tarefas domésticas e de cuidado com os filhos (quando existe uma sobrecarga para o lado da mulher) e aumento no número de divórcios também são fatores que influem no desejo e no momento da maternidade.

Por outro lado, existem vários aspectos positivos na maternidade mais tardia como uma estrutura familiar mais sólida e uma melhor situação econômica dos pais.

Porém, do ponto de vista exclusivamente biológico, a postergação do processo reprodutivo tem resultado em casais tendo filhos em um período onde a fertilidade da mulher já se encontra em declínio. Sabe-se que a fertilidade começa a diminuir aos 25 anos, acelerando mais seu declínio a partir dos 35. Estudos recentes mostram que, sob condições naturais, 75% das mulheres de 30 anos engravidam em até um ano de tentativa, mas somente 44% conseguem engravidar neste mesmo período de tempo aos 40 anos. Além disso, as taxas de abortamento espontâneo também aumentam com a idade materna, dificultando ainda mais o processo reprodutivo.

Pesquisas que entrevistam jovens mostram que a maioria não tem conhecimento de que a idade da mulher pode ser um obstáculo sério à reprodução. Dessa forma, o que vemos é que entre a população feminina com escolaridade maior tem havido uma postergação da maternidade. É importante que os adultos jovens saibam dos riscos desta postergação e que políticas específicas de suporte para a mulher que trabalha e tem filhos sejam desenvolvidas a fim de que se criem condições mais favoráveis à maternidade. Mesmo assim, sabemos que muitas mulheres voluntariamente continuarão postergando o momento de engravidar, mas, neste caso, terão tido a oportunidade da escolha consciente.

 

Postado por Isabel de Almeida

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Perimenopausa e saúde da mulher

A importância de se ter uma vida saúdável na perimenopausaA perimenopausa é o período usualmente compreendido entre os 45 e os 55 anos de idade, onde se estabelece uma série de mudanças hormonais e clínicas na vida da mulher. Somado a isto, neste período é comum a mulher reduzir sua jornada de trabalho, pois várias estão se aposentando e os filhos muitas vezes já são independentes.

Desta forma, a perimenopausa é vista por muitas como um período favorável para desenvolver atividades que realmente gostam e rever seu estilo de vida. E isto é realmente importante, uma vez que durante este período existe uma tendência maior ao aumento de peso, com deposição de gordura em região abdominal.  Além da questão estética, o aumento de peso eleva os riscos de infarto, hipertensão e acidentes vasculares. Também a osteoartrite e a osteoporose são mais comuns, levando à restrição da mobilidade e ao aumento nos riscos de fratura.

Assim, é importante para a mulher perimenopáusica entender as complexas mudanças hormonais e clínicas pelas quais passará, para que possa estar atenta a questão do controle do peso, dos riscos do cigarro e do álcool, da importância da atividade física e do adequado aporte de cálcio e vitamina D. Somente assim, poderá transitar por esta fase de forma tranquila e prevenir complicações futuras de saúde.

 

Postado por Isabel de Almeida

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Falência ovariana e doação de óvulos

As novelas procuram abordar temas do cotidiano para ficarem mais próximas do universo dos telespectadores, aumentando assim o seu interesse em assisti-las. Recente capítulo de novela mostrou a questão de uma mulher de 44 anos que foi informada de que não poderia mais ter filhos em função de sua idade.

Sabemos que a reserva ovariana diminui com a idade, mas outros fatores, como o fumo, as doenças crônicas ou a genética também podem influir na falência ovariana. Assim, descartar a possibilidade de gestação com base somente na idade da mulher pode ser precipitado, pois, mesmo com taxas menores, ocorrem gestações espontâneas ou através da reprodução assistida em mulheres acima de 40 anos.

Falência ovariana e doação de óvulos - Isabel de AlmeidaNos casos onde após avaliação médica os exames são desfavoráveis ou as tentativas de gestação não obtiveram êxito, podemos propor a ovodoação. Esta técnica  consiste em fertilizar óvulos de mulheres com idade inferior a 35 anos e transferi-los para mulheres que apresentam falência ovariana, ou seja, não estão mais produzindo óvulos. Neste tipo de tratamento, óvulos de uma mulher doadora são fertilizados com o sêmen do marido da paciente (receptora), e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de fertilização “in vitro”. No Brasil, a ovodoação costuma ser compartilhada, ou seja, a doadora também necessita realizar fertilização “in vitro”, geralmente por fator masculino ou tubário, e doará metade dos seus óvulos para uma receptora. Este processo de doação é anônimo, não havendo conhecimento entre os casais.

As doadoras são selecionadas pelas clínicas de reprodução assistida e apresentarão idade inferior a 35 anos, semelhança física com a receptora, como cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, bem como similaridade de tipo sanguíneo. Esta situação ocorre mais frequentemente do que se divulga e muitas mulheres que engravidam com mais de 45 anos têm lançado mão desta tecnologia, uma vez que as taxas de gestação espontânea nesta faixa etária são mais baixas.

O processo de ovodoação é um processo seguro para ambas as partes envolvidas e exige exames criteriosos para afastar doenças sexualmente transmissíveis e minimizar a incidência de doenças genéticas. Cada país tem suas recomendações legais e/ou éticas sobre esta questão, alguns inclusive limitando a idade da paciente receptora, pois vários serviços consideram que a idade da mãe muito avançada pode trazer riscos orgânicos e emocionais ao binômio mãe-bebê.

 

Postado por Isabel de Almeida

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