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A reprodução assistida na atualidade

Em 1978, quando nasceu o primeiro bebê de fertilização “in vitro”, uma nova era foi inaugurada. Ao longo das últimas quase quatro décadas, a reprodução assistida fez inúmeros avanços, possibilitando que casais inférteis pelas mais diversas causas, como obstrução tubária, endometriose, baixa contagem de espermatozoides, entre outras, tivessem a possibilidade de gerar filhos.

Entretanto, hoje vemos que os serviços de reprodução assistida atendem não somente casais inférteis, mas também outras situações como:

– mulheres que desejam postergar a maternidade e desejam congelar seus óvulos para que possam engravidar no futuro, quando sua reserva ovariana estiver diminuída ou ausente;

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Reprodução assistida e maternidade aos 50 anos

Cada vez mais mulheres com 50 anos de idade ou mais recorrem aos tratamentos de reprodução assistida para engravidar. Embora ofereça riscos maiores à mulher, a gravidez tardia (aos 50 anos ou mais) deixou de ser uma notícia improvável e surpreendente.

Tanto é assim que o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou, em 2015, uma resolução que dá autonomia à mulher, acima dos 50 anos, para se submeter a tratamentos de fertilização desde que assuma os riscos juntamente com o seu médico – ainda sim, o CFM recomenda a gestação, por meio de reprodução assistida, até os 50 anos. A mesma resolução determina que a idade máxima para doação de óvulos é 35 anos, e de espermatozoides é 50 anos.

Entre os especialistas em reprodução humana, a recomendação é de que a gestação em idade avançada exige uma avaliação médica prévia para que sejam identificados possíveis fatores de risco à saúde da gestante e do bebê. Além disso, mulheres jovens que decidirem adiar a maternidade em prol dos estudos ou da carreira devem procurar um especialista em reprodução humana para avaliar a possibilidade de congelar os óvulos para serem usados em um tratamento de fertilização no futuro.

Fatos e riscos da gravidez tardia

• Estudos revelam que a fertilização natural após os 40 anos é rara. Segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, embora muitas mulheres hoje adotem hábitos saudáveis e tenham mais qualidade de vida, a melhoria na saúde não evita o declínio natural da fertilidade relacionado com a idade. Ou seja, a fertilidade diminui à medida que a mulher envelhece, pois há uma redução regular do número de óvulos nos ovários.

• A chance de uma mulher de 40 anos engravidar espontaneamente em um ciclo menstrual é de 8%, enquanto que em uma jovem de 25 anos é de 25%. Acima dos 50 anos, a gravidez espontânea é raríssima.

• Quando uma mulher tem uma gestação espontânea após os 40 anos, o principal problema é a qualidade dos óvulos da mulher. Isso resulta em maior incidência de alterações cromossômicas fetais, como a síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21). Em gestantes com 40 anos a incidência é de um caso de síndrome de Down para cada 100 nascimentos. Com 45 anos, a incidência é de um caso para cada 20 nascimentos.

• Maior incidência de diabetes gestacional e hipertensão são outros principais riscos de uma gravidez tardia. Mas como são de fácil diagnóstico durante o pré-natal, essas doenças podem ser tratadas adequadamente, mantendo a gestante e o bebê saudáveis.

• Quando uma mulher com 45 anos ou mais engravida com seus próprios óvulos, a chance de aborto natural aumenta em 80%. Por esse motivo, muitas mulheres optam pela fertilização in vitro. Isso porque o tratamento utiliza os óvulos congelados previamente (antes dos 35 anos) pela paciente ou utiliza os óvulos de outra mulher, com idade inferior a 35 anos.

• Mesmo ao optar pela fertilização in vitro, os riscos da gravidez em idade avançada serão os mesmos: prematuridade, bebê com baixo peso, diabetes gestacional e hipertensão.

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Cólicas menstruais

colicasmenstruaisA dismenorreia é definida como cólicas dolorosas no período menstrual e é a queixa ginecológica mais comum entre mulheres jovens. A dismenorreia pode ser primária, que é aquela que ocorre logo no início das menstruações, ainda na adolescência, ou secundária, a qual está relacionada a várias condições, como endometriose, adenomiose, miomatose e doença inflamatória pélvica. O início da dismenorreia secundária pode se dar a qualquer tempo, usualmente mais de dois anos após o início das menstruações.

Dependendo da intensidade da dor e da sensibilidade de cada mulher, a dismenorreia pode ser incapacitante, interferindo com as atividades profissionais, com o humor e com o padrão de sono. Além disso, pesquisas recentes têm sugerido que a dor menstrual recorrente pode sensibilizar a paciente a dor, tornando-a mais frágil a qualquer estímulo doloroso e predispondo a outras doenças com dor crônica, como a fibromialgia.

Em função de todas estas repercussões sobre a saúde feminina, a dismenorreia não deve ser banalizada, devendo ser relatada durante a consulta ginecológica para que possa ser adequadamente tratada.

Publicado originalmente no blog Saúde e Reprodução.

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Avaliação da infertilidade feminina

Infertilidade sem causa aparenteA Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva elaborou, em 2015, um protocolo para investigação de infertilidade. Segue abaixo o resumo dos tópicos mais importantes:

1. A avaliação da infertilidade feminina deve ser acompanhada da investigação do parceiro;

2. Mulheres abaixo de 35 anos devem investigar infertilidade se não engravidarem após 12 meses de tentativa;

3. Mulheres acima de 35 anos devem investigar infertilidade se não engravidarem após seis meses de tentativa;

4. Os exames devem incluir dosagens hormonais, avaliação das tubas uterinas e análise do sêmen;

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Ovários policísticos e infertilidade

ovariospolicisticosNeste segundo semestre, foi publicado um consenso para a Organização Mundial de Saúde sobre o manejo da infertilidade em pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP). Seguem abaixo as principais conclusões.

A SOP é a desordem hormonal mais comum em mulheres e contribui com 80% dos casos de infertilidade feminina por causa ovulatória. Para que seja feito o diagnóstico, é necessário que estejam presentes pelo menos dois dos três achados: ausência de ovulação, ecografia mostrando ovários policísticos e sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo (excesso de testosterona).

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