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Desejo de gestação pós-vasectomia

A vasectomia é uma técnica de esterilização onde o canal deferente, que conduz os espermatozóides produzidos no testículo até a uretra,  é ligado, impedindo este transporte. Após este procedimento, os espermatozoides continuam sendo produzidos no testículo, mas não mais aparecem no ejaculado, impedindo novas gestações.

Em algumas situações, após esta cirurgia pode surgir o desejo de ter mais filhos. As opções neste caso podem ser duas: cirurgia de recanalização, ou seja, reconstruir o trajeto do canal que transporta os espermatozoides, ou a biópsia de testículo para obtenção de espermatozoides para uso em técnicas de reprodução assistida.

A escolha entre as duas técnicas depende de uma  série de fatores, como o tempo que decorreu após a vasectomia ( quanto mais tempo, menores as taxas de sucesso na reversão); a idade da mulher ( se a mulher é jovem pode esperar pelo resultado da cirurgia e ,caso esta não determine uma gestação, ainda há tempo para utilizar técnicas de reprodução assistida); presença de outros fatores de infertilidade associados ( se a mulher tem alterações nas trompas, mesmo que a cirurgia de reversão seja eficaz, os espermatozoides não poderão fertilizar o óvulo e, neste caso, as técnicas de fertilização “in vitro “ são mais indicadas), entre outros.

Sendo assim, vários fatores devem ser avaliados para determinar qual técnica apresenta a maior taxa de sucesso para cada caso. Uma consulta em um serviço especializado em reprodução humana, bem como a realização de exames no casal são indispensáveis para a melhor escolha.

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Idade e fertilidade masculina

Na década de 70, menos de 15% dos homens tornavam-se pais após os 35 anos. Hoje, esta percentagem chega a 25%.

Assim como nas mulheres, nos homens a função reprodutiva também declina com a idade, só que mais tarde, especialmente após os 50 anos. Além disto, após esta idade também é comum o surgimento de doenças crônicas, como câncer de próstata, disfunções eréteis, hipertensão e depressão, as quais também podem comprometer o potencial reprodutivo masculino.

Além de diminuir a fertilidade, o aumento da idade paterna também parece trazer riscos ao bebê, como o surgimento de doenças genéticas e cromossômicas, além de maior risco de desenvolver desordens psiquiátricas, como autismo e esquizofrenia. O que ainda não está bem definido é a partir de qual idade os riscos começam a aumentar, o que tem tornado difícil o aconselhamneto para homens mais velhos que desejam ser pais.

Enquanto estas questões não estiverem mais esclarecidas, vale o alerta de sempre realizar um aconselhamento médico antes de gestar e seguir toda a gravidez com um acompanhamento pré-natal adequado.

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